COMUNIDADE DEBATE NA CÂMARA A PEC DOS GASTOS PÚBLICOS

PECVereadores, lideres sindicais e de organizações da sociedade civil, empresários, advogados, jornalistas e estudantes participaram do debate na Câmara Municipal. (Foto: Marcos Takahara)

 

Por iniciativa do vereador Jorge Bernardi (Rede), líder da oposição, e da Federação das Mulheres do Paraná, a Câmara Municipal de Curitiba debateu na tarde desta quarta-feira (07) a PEC 55, também conhecida como PEC dos gastos públicos. Participaram do debate,  sindicalistas, empresários, representantes da sociedade civil, estudantes, jornalistas e donas de casa. Previsto para durar duas horas, o evento avançou para mais de três.  Na abertura, Bernardi lembrou que o debate era a último que ele organizara, já que no ano que vem não será mais vereador. A plateia aplaudiu-o intensamente.

O evento começou com uma exposição feita pelo advogado e professor universitário Rômulo Quenehen, que explicou, em detalhes, todas as situações envolvidas na Constituição, caso a PEC 55 seja aprovada. Em seguida, Bernardi passou a palavra a Alzimara Bacellar, presidente da Federação das Mulheres do Paraná, e coorganizadora do debate. Alzimara falou das preocupações das mulheres com os recuos nos direitos sociais alcançados depois de décadas de luta. Sob aplausos, ela revelou que, enquanto se debate por novos direitos em países do primeiro mundo, na periferia ocorre justamente o contrário: a retirada desses direitos. Ele criticou, com veemência, as modificações na questão das aposentadorias.

Direitos trabalhistas: conquistas "imexíveis"

Outra participante do encontro foi a advogada trabalhista e a primeira mulher a ser eleita deputada federal no Paraná, a doutora Clair da Flora Martins. Ela explicou que a PEC 55 vai mexer em conquistas fundamentais da classe trabalhadora. "São conquistas de muitos anos que podem, de uma hora para outra se perderem", destacou. A mesma posição foi defendida por Luiz Carlos da Silva de Oliveira, da Federação dos Sindicatos de servidores Públicos Municipais e Estaduais do Paraná. "Conquistas não se mexem", disse.

O representante do Conselho Regional de Contabilidade, Eduardo André Cosentino, destacou os prós e os contras da proposta de emenda constitucional. Já Luiz Carlos de Jesus Andrade,  do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo do Município de Curitiba, o Sindicâmara, só vê malefícios na proposta do governo Temer. "É uma proposta contra os trabalhadores e contra a parcela mais pobre da população", disse. O vereador eleito, professor Silberto (PMDB), também é contra a PEC 55 "porque ela prejudica a população e e corta investimentos numa área sensível, como é a educação".

Acompanhe nas fotos como foi o debate na Câmara Municipal.

 

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