Prefeito do PSDB usa Beto Richa para perseguir adversários políticos

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Em sua coluna semanal, o vereador de Curitiba Jorge Bernardi (REDE) denuncia o prefeito de Reserva do Iguaçu, que, segundo ele, persegue implacavelmente seus adversários políticos. Bernardi afirma que o prefeito Emerson Ribeiro (PSDB) confia na impunidade se dizendo protegido pelo governador Beto Richa (PSDB). Segundo Bernardi, adversários políticos deixaram a cidade após ameaças, e houve até um caso de assassinato não esclarecido. Bernardi também cita o caso de uma servidora concursada, com 19 anos de serviços prestados à prefeitura, que está há oito meses sem qualquer atribuição, olhando para as paredes numa sala vazia, por determinação do prefeito. Segundo o vereador, esse é um retrato do Paraná profundo, que está se tornando uma terra sem leis. Leia, ouça, comente e compartilhe.

 

O Paraná profundo está se tornando uma terra sem leis. O prefeito de Reserva do Iguaçu, Emerson Ribeiro (PSDB), cidade há 350 km de Curitiba, na região sudoeste, persegue, implacavelmente, os adversários políticos. Ele confia na impunidade, tendo a proteção e as costas quentes pelo correligionário Beto Richa, governador do Estado.

O empresário, Geovane Fortes de Lara que deveria depor contra o prefeito Emerson Ribeiro, na Comarca de Pinhão, por compra de votos, foi misteriosamente assassinado com 16 tiros, em agosto de 2013, em sua loja em Rio Bonito do Iguaçu. Passados mais de 2 anos, a polícia ainda não descobriu a autoria do crime.

O empresário havia poucos meses deixado Reserva do Iguaçu após receber ameaças. A esposa e o filho de Geovane Fortes Lara, desesperados, e com medo que lhes acontecesse algo, foram embora para o estado do Pará.

A família do ex-prefeito da cidade, Sebastião Campos, também foi embora depois de receber ameaças de morte. O clima na pequena Reserva do Iguaçu de cerca 7,5 mil habitantes, e que vive basicamente da agricultura familiar, e tem no seu território a Usina de Segredo, é de terror. Funcionários da Prefeitura estão sendo perseguidos, colocados em desvio de função, sofrendo assédio moral de toda ordem.

Este é o caso da oficial administrativa Juliana Barboza Sydor, concursada, com 19 anos de atuação na Prefeitura, que ocupa uma sala e não tem atribuição nenhuma já há 8 meses. Desde o dia em que ela denunciou, em assembleia do Fundo de Previdência dos Funcionários Municipais, onde era diretora, de que o prefeito Emerson Ribeiro não estava fazendo os repasses das contribuições dos servidores e da Prefeitura ao órgão previdenciário.

Como represália Juliana Sydor foi deslocada de suas funções e passa o dia fechada sem ter nada o que fazer, já que não lhe dão serviço algum, olhando para as paredes cumpre o seu exílio laboral. A pacata e tranquila Reserva do Iguaçu, não é mais a mesma. Há um clima de perseguição e ameaça no ar.

O Paraná, infelizmente, parece que, no Governo Beto Richa está regredindo décadas, quando no estado imperava a lei do mais forte, dos detentores do poder, sem Justiça. Os paranaenses sentem saudades do ex-governador José Richa, pai do atual governador, que pôs fim a todas estas velhas práticas na política do estado.