Sem projetos, o Paraná patina com Richa

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No início do segundo mandato à frente da Prefeitura de Curitiba, em 2009, Beto Richa (PSDB) introduziu, na administração municipal, um programa de gestão por metas, através do Contrato de Gestão, com os secretários municipais. O programa, lançado com grande alarde pelo hoje governador do Paraná, contou com a consultoria, a preço de ouro, da empresa Publix, a mesma que havia atendido Aécio Neves, em Minas Gerais.

Os primeiros resultados foram surpreendentes. Na primeira avaliação quatro meses depois, 82 % das 543 haviam sido cumpridas para o período. Mas as mais importantes, nas áreas de saúde e educação, deixaram a desejar.

O choque de gestão propalado pelo então prefeito, foi definhando e abandonado na gestão de seu sucessor Luciano Ducci. Passados mais de 8 anos, vê-se que tudo não passou de uma grande jogada de marketing, que fez Beto Richa, dois anos depois, tornar-se governador do Paraná.

Como governador do estado, Beto Richa demonstrou que não está preparado para exercer cargo de tamanha responsabilidade e complexidade. No primeiro mandato, arruinou as finanças do estado, mesmo com o aumento de mais de 50 % da arrecadação.

Gastou, como pródigo, onde não devia, principalmente em publicidade e outras ações supérfluas, fazendo com que, para cobrir o rombo orçamentário, impusesse aos paranaenses a maior tributação de todos os tempos, com aumento de 40 % no IPVA e em mais de 95 mil itens do ICMS.

Neste segundo mandato Beto Richa patina mudando de opinião como muda o clima de Curitiba. Ora unificando os fundos previdenciário e financeiro, o que gerou a revolta de servidores no Centro Cívico, com mais de 200 feridos; ora querendo fechar escolas, depois de bater em professores.

Em outra medida de Richa, sob a alegação da criação de um Fundo de Combate à Pobreza, tirou mais de R$ 360 milhões do Fundo para a Infância e Adolescência. O que ele queria no projeto era privatizar as principais empresas do Estado: Copel e Sanepar, vendendo a maioria das ações destas empresas sem autorização legislativa. Agora Richa quer fechar escolas tradicionais sob a alegação de economia. Suspendeu o fechamento das escolas para 2016, mas a maldade poderá retornar em 2017 ou 2018, prejudicando milhares de estudantes.

Os paranaenses estão assistindo perplexos o governo Beto Richa, fraco e confuso, sem rumo, sem projetos, sem perspectivas, dominado pela corrupção na receita estadual e na construção de escolas pela Secretaria de Educação. Com isso, perde o Paraná e seu povo.