Câmara tem R$ 42 milhões que podem pagar metade da dívida de Curitiba

42milQuando se perde o emprego enfrenta-se dificuldade econômica. A receita para se superar a crise é cortar despesas supérfluas. Se a pessoa é de classe média, as primeiras despesas a serem cortadas são a TV a cabo, o jantar fora, a mensalidade no clube etc. E se tiver dinheiro na poupança e dívidas de curto prazo, pega-se estes recursos e paga-se os credores.

Na administração pública também deveria ser assim, ou seja, as contas públicas serem administradas como de uma família prudente. Infelizmente não é o que ocorre. Para se ganhar a eleição ou a reeleição, gasta-se mais, muito mais do que se arrecada e, gasta-se mal. É o que está acontecendo com o governo federal, alguns governos estaduais, como o do Paraná, e em muitos municípios.

Curitiba possui dívida de curto prazo, com fornecedores, de R$ 100 milhões de reais. Some-se à astronômica dívida deixada pelo ex-prefeito Luciano Ducci de mais de R$ 572 milhões. Como se observa a situação financeira da Prefeitura não é das melhores.

Mas Curitiba tem condições de saldar quase a metade desta dívida de curtíssimo prazo se dispusesse dos R$ 42 milhões que estão parados num fundo especial da Câmara Municipal, destinado à construção da nova sede do legislativo municipal.

Estes recursos, oriundos de tributos municipais, estão sendo constituídos há vários anos, desde a presidência de Caio Derosso. Os presidentes que o sucederam só aumentaram o valor depositado neste fundo.

Apresentamos com outros vereadores projeto para que em caso de necessidade, como ocorre agora, o prefeito possa requisitar o valor depositado, no fundo, para pagar dívidas. O projeto tramita na Câmara e tenho dúvidas se será aprovado.

O Blocão formado por 5 partidos (PSC, PV, PT, PTB E PPS) e 18 vereadores, que domina o legislativo municipal, aprova praticamente tudo o que quer, e não aprova o que não quer.

O atual e o ex-presidente da Câmara, membros de destaque do Blocão, não querem devolver os R$ 42 milhões de reais aos cofres municipais.

Particularmente defendo uma medida mais drástica: a extinção do fundo especial de construção da nova sede da Câmara de Curitiba e que os R$ 42 milhões sejam devolvidos ao tesouro municipal para pagar as dívidas. Uma questão de bom senso e respeito para com a cidade.