Na véspera de 2016, PT e PV podem abandonar Fruet por Ratinho Jr

bernardi pv pt

Desde o “big bang”, a singularidade que gerou o universo, com uma grande explosão, há mais de 13 bilhões de anos, nenhum espaço fica sem ser preenchido. Os espaços no universo, segundo esta teoria, são ocupados por átomos, energia e matéria escura. No tecido social ocorre o mesmo, onde os acontecimentos se sucedem como que, num turbilhão de eventos, novos atores entram em cena a medida que antigos vão saindo.

 

Na política, o fenômeno é o mesmo. Não há espaços vazios. Na eleição de 2012, para a Prefeitura de Curitiba, a disputa começou embolada com os três principais candidatos: Gustavo Fruet (PDT), Ratinho Junior (PSC) e o prefeito Luciano Ducci (PSB) com cerca de 25%, cada, nas pesquisas de intenções de votos. À medida em que a campanha foi se intensificando, Ratinho se distanciou na frente, Ducci permaneceu no mesmo patamar, e Fruet despencou para menos de 15% nas pesquisas.

 

Um dos argumentos que se ouvia nas ruas para a queda de Fruet era a coligação com o PT. O fato dele ter a vice do Partido dos Trabalhadores soava como uma traição à sua história e ao seu passado, já que fora uma das grandes revelações da CPI dos Correios que desembocou no Mensalão, onde as principais lideranças petistas foram condenadas por corrupção.

Quando estava no fundo do poço, os seus principais coordenadores de campanha e aliados partidários começaram a abandonar o barco. Mas o PDT, partido que o abrigou ao deixar PSDB, manteve-se firme, sob o comando do Prof. Picler, então presidente local, do líder da bancada na Câmara Municipal, Tito Zeglin, da chapa de candidatos a vereadores, virando o jogo e vencendo as eleições com o apoio do povo curitibano.

 

Agora, quando Fruet amarga uma avaliação negativa de 65% do eleitorado curitibano, seus aliados de 2012, PT e PV, formam um blocão na Câmara de Curitiba com o PSC de Ratinho Junior, o líder nas pesquisas para a sucessão municipal de 2016, e outros partidos. Como dizia Leonel Brizola, começaram a costear o alambrado esperando o momento certo para pular para outro lado da cerca.

 

Esta é a política, não há espaços vazios. Rei morto, rei posto. A certeza é que só o PDT estará com Fruet até o fim.